Buscar
  • Mario Teixeira

Pandemia fecha cerca de 10% dos restaurantes do Rio

Nem mesmo casas tradicionais, como o Navegador, Baródromo e Mosteiro, resistiram à pandemia e à falta de crédito do governo federal para socorrer os restaurantes

Nomes tradicionais da gastronomia carioca não abrirão mais as portas depois da pandemia. Segundo o presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindiRio), Fernando Blower, desde o início da pandemia cerca de 1 mil restaurantes fecharam as portas e nem mesmo chefs estreladas, como Kátia Barbosa e Teresa Corção, conseguiram manter as portas abertas. A previsão é de que outros 3 mil não cheguem até o final do ano.


Em termos estatísticos, a capital fluminense perdeu durante a pandemia cerca de 14,5 mil postos de trabalho no segmento, ficando apenas atrás da capital paulista, que amargou 27,9 mil vagas. No estudo feito pelo SindiRio, na primeira quinzena de junho, 76% das empresas tiveram pedido de crédito recusado; 72% tiveram que demitir funcionários; e 76% fizeram uso da MP 936, que prevê redução de jornadas e salários, assim como a suspensão de contratos.


"Muitas pessoas ainda têm evitado de sair de casa, seja por receio ou dificuldade econômica. O que mais temos visto são estabelecimentos vazios, com muita dificuldade por conta da falta de apoio governamental em termos de crédito. O número de demissões foi gigantesco e o que percebemos é uma tendência de ainda mais desligamentos e fechamento definitivo de muitas casas", lamentou Blower.


Na lista de restaurantes estrelados que fecharam as portas estão o tradicional Hipódromo, que fez 75 anos na Gávea; o Navegador, da chef Teresa Corção, que funcionava no Clube Naval, no Centro; o Aconchego Carioca da Zona Sul, da chef Kátia Barbosa, um dos nomes do Reality show de gastronomia da Globo, Mestre do Sabor; o Fellini, no Leblon; o Mosteiro, na Praça Mauá; e o Baródromo, na Lapa.

5 visualizações
  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter

© 2020 por Mario Teixeira