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  • Mario Teixeira

Feiras de Tradições Nordestinas levam alegria e boa gastronomia ao povo

Tradicional Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, completa 75 anos de muito forró e comidas típicas. Em São Paulo, a expectativa é da volta gradual do público ao local

O final de semana é de festa no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Em outros tempos, o forró e os shows com grandes artistas do Norte e Nordeste ocupariam os dois palcos do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas do Rio de Janeiro (CLGTN), levando milhares de moradores e turistas para provar pratos da deliciosa culinária regional, numa festa sem parar da noite de sexta-feira até domingo. Hoje, dentro do 'novo normal', os protocolos são distintos, sem música e dança, mas com os restaurantes recebendo o público atendendo a todas as determinações do Ministério da Saúde.


O local é tradicional na Gastronomia carioca. Nasceu em 1945, quando milhares de nordestinos chegavam em caminhões ao Rio de Janeiro para trabalhar, em sua maioria, na construção civil. Ponto de encontro dos parentes com os novos trabalhadores, a feira tomou corpo ao redor do pavilhão por 58 anos, oferecendo produtos regionais, música e dança, comida típica e histórias de conquistas e perdas. Em 2003, o antigo pavilhão, que então abrigava os barracões das escolas de samba, foi revitalizado e a feira informal foi transformada em um ponto de encontro não apenas de nordestinos, mas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros.


SÃO PAULO REDUZ PÚBLICO


Ciente da importância do Centro de Tradições Nordestinas (CTN) numa cidade com forte migração nordestina, a direção do espaço paulistano, que fica no Bairro do Limão, decidiu manter a limitação de público em 40%. O foco hoje está na Gastronomia, já que há a proibição de grandes shows comerciais, mas apenas pequenas apresentações, evitando aglomeração. Segundo a direção do CTN, atualmente cerca de 3 mil pessoas passam pelo local nos finais de semana, quando o normal, no passado, era um volume maior de 10 mil pessoas.


O CTN foi concebido como um recanto de encontro da comunidade nordestina de São Paulo e mantém o trabalho de preservação e valorização da cultura nordestina. A fundação do CTN foi inspiração do empresário e radiodifusor José de Abreu, em maio de 1991, para mudar o cenário de intenso preconceito e ignorância contra os migrantes nordestinos que residiam na capital paulistana.

Ao longo dos anos, o CTN desenvolveu trabalhos sociais e que ainda permanecem ativas. No ano de 2003, conquistou o reconhecimento de Organização de 

Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e de Utilidade Pública Municipal pela Prefeitura de São Paulo. Hoje a abrangência do trabalho social ganhou destaque principalmente na região da zona norte e as demais regiões da cidade. O pedacinho do Nordeste em São Paulo, como é popularmente conhecido, oferece experiências culturais que abrangem toda a memória do Nordeste: música, gastronomia, cultura, fé e social.

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© 2020 por Mario Teixeira