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  • Mario Teixeira

Comerciantes farão abraço simbólico à Cobal do Humaitá, no RJ, nesta quinta

Diante da possibilidade de encerramento das atividades, com o despejo de vários donos de lojas, haverá um abraço simbólico à Cobal do Humaitá nesta quinta-feira, às 15h

O Rio de Janeiro corre o risco de perder um importante pólo gastronômico em breve. Os comerciantes da Cobal do Humaitá, que nasceu em 1971 como um grande hortomercado, estão recebendo ordens de despejo e o grande medo é que o espaço, que hoje é referência na Gastronomia carioca, acabe como um terreno baldio, abandonado como muitos outros imóveis federais que foram retomados da iniciativa privada. Como mais uma forma de alertar as autoridades para o problema, haverá um abraço simbólico ao espaço, no estacionamento da Cobal do Humaitá nesta quinta-feira (27/08), às 15h.


Para tentar reverter a decisão do governo federal foi criada uma petição online, que já conta com mais de 15 mil assinaturas, mostrando a importância do espaço para a cidade do Rio de Janeiro e o povo fluminense. São cerca de 50 comerciantes que estão passando pela situação, o que poderá levar ao desemprego cerca de 5 mil profissionais. Os contratos de locação, que eram renovados a cada cinco anos, não foram renovados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, que é responsável pelo espaço.


"A Conab alega que não tem mais interesse na concessão. Se colocar todo mundo daqui pra fora, isso aqui vai virar um terreno baldio, no meio da cidade do Rio de Janeiro. Se a Cobal fechar, outras cinco mil pessoas que trabalham direta ou indiretamente no local vão ficar sem emprego", afirmou a presidente da Associação de Empresários da Cobal do Humaitá, Milene Bedran.


O presidente da Associação de Moradores do Humaitá (AMAHU), Luiz Carlos Santos, está acompanhando com apreensão os desdobramentos e dando todo suporte aos comerciantes da Cobal. Santos, inclusive, já esteve com Milene Bedran na Prefeitura, pedindo ao prefeito Marcelo Crivella que interceda para a manutenção do funcionamento do pólo gastronômico.


O que diz a Conab


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) enviou uma nota sobre o despejo dos comerciantes:


NOTA DE ESCLARECIMENTO


Sobre a questão das execuções judiciais em ambos os Hortomercados do Rio de Janeiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) esclarece que, ao todo, existem 8 (oito) ações de despejo por falta de pagamento, de alguns inquilinos inclusive que não pagam o aluguel há muitos anos. Se de fato os comerciantes em questão estivessem regularizados, a justiça não daria ganho de causa à Conab. Cabe ressaltar que os lojistas da Cobal do Humaitá não estão sendo despejados, pois muitos encontram-se regularizados e em plena atividade no local, apenas os irregulares com causas perdidas na justiça. Mas, devido à pandemia de COVID-19, o cumprimento dessas decisões estão provisoriamente suspensas. Quanto à renovação dos contratos, não está sendo feita apenas temporariamente, pois a Conab, ao contrário do que vem sendo divulgado, vem lutando em busca de alternativas positivas para o hortomercado, uma vez que a Companhia é uma empresa pública voltada para o agronegócio e o abastecimento social. Enquanto isso, a Conab segue com os planos de regularização dos espaços a fim de garantir que não haja prejuízos aos serviços públicos e, por fim, está atenta e segue com as manutenções técnicas programadas que precisam ainda ser realizadas nas instalações do hortomercado.

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© 2020 por Mario Teixeira